Circulação de crianças e o desamparo

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Sônia Altoé
Magali Milene Silva
Bruna Soares Pinheiro
Propõe-se uma reflexão sobre as práticas institucionais de abrigos, no que concerne às múltiplas transferências pelas quais passam as crianças e adolescentes, considerando nossa experiência de atendimento clínico psicanalítico com essa clientela. Partimos da noção de desamparo considerada por Freud como estrutural ao aparelho psíquico. O desamparo é inerente à situação de dependência em que o bebê humano nasce, conduzindo à necessidade de comunicação e à construção de um aparelho psíquico, o que se faz na relação da criança com outras pessoas. Selecionamos alguns casos para exemplificar a especificidade desta clientela e os desafios jurídicos e operacionais suscitados pela mesma. Investigamos em que sentido a situação de vulnerabilidade social em que se encontram, com relações afetivas instáveis e referências familiares frágeis, relaciona-se com o desamparo fundamental.
Paraules clau
Abrigamento, crianças, adolescentes, desamparo, psicanálise, niños, vulnerabilidade social, sheltering, children, adolescents, helplessness, psychoanalysis

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Com citar
Altoé, Sônia et al. «Circulação de crianças e o desamparo». Scripta Nova: revista electrónica de geografía y ciencias sociales, 2012, vol.VOL 16, https://raco.cat/index.php/ScriptaNova/article/view/251852.