Revistes Catalanes amb Accés Obert (RACO)

Memória e intencionalidade na transmissão humanística de material epigráfico. A propósito de uma inscrição da Gallaecia na Geographia do Dr. João de Barros (CIL II, 2422)

Ana María S. Tarrío

Resum


Este estudo aborda o carácter problemático ou pouco fidedigno de CIL II 2422, de transmissão unicamente textual, em que Callaecia aparece como dedicante a um dos filhos adoptivos de Augusto. Avança-se a hipótese de uma possível manipulação tendenciosa, à luz da transmissão humanística especificamente portuguesa e o seu contexto: a utilização jurídicoeclesiástica da Gallaecia antiga, romana e medieval, por parte do arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa (curador da inscrição) e a valorização da mesma na Geographia de Entre Douro
e Minho e Tras-os montes (Lisboa, 1548) de João de Barros, para quem Callaecia funciona como ascedente prestigiante de Portugal frente ao reino castelhano, em concorrência com a restauratio resendiana da Lusitania.

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