Revistes Catalanes amb Accés Obert (RACO)

Redes de centralidades multifuncionais e de compacidade urbana: na reestruturação territorial de São Paulo

Carlos Leite, Marlon Longo, Mariana Guerra

Resum


O desenvolvimento urbano contemporâneo tem sido pautado pelos conceitos de territórios
compactos e de redes de centralidades multifuncionais. Trata-se quase de um novo consenso
internacional para promover novos modelos de desenvolvimento mais sustentável nas cidades
e metrópoles neste início de século 21. As modelagens – seja na reestruturação do território
existente, seja na construção de novos territórios - baseiam-se nos parâmetros das
centralidades multifuncionais: uma rede equilibrada de núcleos conectados por adequados
sistemas de mobilidade (Metrô, VLT, BRT, ciclovias). Internacionalmente, estas abordagens se
conceituaram na forma do DOT (Desenvolvimento Orientado pelo Transporte, ou TOD –
“Transit Oriented Development” – no original), das cidades compactas e das redes de
mobilidade. Em todas elas está presente o protagonismo do adensamento urbano com
multifuncionalidade e as diversas questões derivadas. Onde, como e quanto adensar? Para
quem? Quais parâmetros de compacidade urbana se utilizam em cada território? Adensamento
x Capacidade de suporte (infraestruturas, serviços e equipamentos). Compacidade em eixos
(mobilidade) x Compacidade em núcleos/nós. No caso de São Paulo, tais pautas estão
fortemente presentes na revisão de nosso Plano Diretor Estratégico, em âmbito municipal, e
delineadas como desafios necessários no caso da Região Metropolitana. O redesenho do
território está no âmago desta pauta. A cidade busca reinventar-se sob novos princípios. A
despeito do consenso geral dos princípios, o debate é amplo e polêmico quando se delineiam
parâmetros e índices. O artigo procura lançar alguns argumentos.

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