Revistes Catalanes amb Accés Obert (RACO)

São Paulo e suas escalas de urbanização: cidade, metrópole e macrometrópole

Regina M. Prosperi Meyer, Roberta Fontan Pereira Galvão, Marlon Rubio Longo

Resum


O tema deste artigo é aarticulação entre a expansão territorial da capital paulista e seus
principais atributos territoriais e urbanos, nas suas três etapas. Primeiro como cidade, depois
na condição de maior metrópole brasileira, e hoje como integrante de um imenso conglomerado
urbano que congrega cinco regiões metropolitanas, dentro do qual exerce funções centrais. Do
ponto de vista metodológico o artigo busca estabelecer a conjugação entre a construção
histórica de São Paulo, nas três escalas, e os atributos urbanos que caracterizaram e
caracterizam cada um dos processos. Convivendo com fortes transformações no interior de sua
matriz produtiva, econômica, social e urbana, esse padrão de urbanização é o modus operandi
da organização de um território situado num raio de 200 km a partir de São Paulo, denominado
institucionalmente Macro Metrópole Paulista. O primeiro conceito utilizado é o de rede urbana,
que apesar de não ser novo para os temas da urbanização, hoje assumiu um significado
renovado e valioso para a compreensão dos novos arranjos territoriais pós-metropolitanos. Ao
lado desse, estão outros dois também essenciais para o desenvolvimento das ideias aqui
contidas: o de urbanização extensiva e o de escala territorial. A partir desse escopo, o artigo
debate a urbanização extensiva tal como ela se apresenta hoje, destacando a observação de
que se trata de um “território em movimento”. A partir da presença das questões relativas aos
fluxos, à movimentação de pessoas e, de forma muito crucial, de mercadorias no interior deste
imenso território, pois nele estão presentes um porto de envergadura nacional, além dos
principais aeroportos do país, os centros de logística, dentre outros.

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