Revistes Catalanes amb Accés Obert (RACO)

A Inveja em Curial e Guelfa e sua representação na arte do outono da Idade Média

Ricardo da Costa, Armando Alexandre dos Santos

Resum


Na novela anônima de cavalaria Curial e Guelfa (séc. XV), a Inveja, um dos sete pecados capitais do Setenário medieval, oferece um pano de fundo literário (mas também de cunho filosófico-moral) e alicerça tanto a teatralização do enredo quanto a construção poética dos personagens. Tema recorrente na Filosofia, na Teologia e na Homilética medieval, por isso, a Inveja também pode ser considerada como o leitmotiv da novela. A proposta deste trabalho é tecer algumas considerações iniciais desse tema em Curial e Guelfa e, principalmente, relacioná-lo com algumas representações artísticas da Inveja do período, como, por exemplo, o Afresco da Capela Arena (1306) de Giotto di Bondone (c. 1266-1337), o Giudizio Universale (c. 1393), de Taddeo di Bartolo (c. 1362-1422), além, naturalmente, da famosa representação iconográfica do tema de Hieronymus Bosch (c. 1450-1516): Os Sete Pecados Capitais (c. 1485). Para isso, valer-nos-emos, metodologicamente, do método narrativo-literário de Johan Huizinga (1872-1945) exposto em seu clássico O Outono da Idade Média (1919).

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